Olá, sou a Juce. 

Estou por trás da Altèra  e nunca soube olhar uma viagem como uma checklist.

A primeira vez

Em criança, lembro-me de viajar e sentir algo dentro de mim que ainda hoje não sei explicar. Observava tudo com um detalhe estranho para a idade o som diferente das árvores, o pão que sabia a outra coisa, a forma como a luz batia de manhã. Voltava para casa cheia de histórias para contar. Essas memórias ficaram em mim, intactas, até hoje.

Como a Altèra nasceu

Durante anos vi pessoas à minha volta sobretudo a minha família a planear viagens com mais stress do que prazer. Folhas de cálculo, dezenas de abas abertas, dúvidas que ninguém respondia, expectativas vagas que terminavam em desilusão. E começaram a pedir-me ajuda. “Olha, podes ver isto comigo?” Tornou-se um hábito.

Um dia percebi que aquilo que fazia por amor à minha família é exatamente o que muitas pessoas precisavam:  alguém que ouvisse antes de propor, que respeitasse o orçamento e o ritmo de cada viajante, e que não vendesse destinos como se fossem produtos.

Foi assim que a Altèra começou.

Hoje, a Altèra ajuda viajantes que querem viver experiências mais conscientes e personalizadas, sem horas de pesquisas, duvidas intermináveis ou itinerários genéricos.

Cada viagem começa por conversa.

O objetivo não é vender um destino, mas compreender a pessoa que vai vivê-lo.  

O que faço diferente

Ofereço duas coisas raramente encontramos ao planear uma viagem: tempo e escuta.

Não recomendo destinos. Recomendo experiências para cada viajante  porque a viagem certa para a tua melhor amiga pode ser exatamente a errada para ti.

Acredito que viajar não deve ser uma corrida para ver o maior número possível de lugares.

Deve se experiência que faça sentindo para quem vive.

Adoro itinerários onde sobra espaço para o acaso. Aquele café que descobres por engano, a conversa com a senhora da fruta, o passeio que não estava previsto e ficou para sempre  é aí que mora a verdadeira viagem. O meu trabalho é desenhar a estrutura e deixar espaço para que esses momentos aconteçam.

Quem sou fora disto

Tenho um gosto especial por boa comida e por tudo aquilo que nos faz sentar á mesa sem pressa.

Leio muito, sobretudo romance e desenvolvimento pessoal. Acho que viajar e ler são primos próximos: duas formas diferentes de ver o mundo com outros olhos.

Canto. Em casa, no carro, no chuveiro. A minha banda sonora passa por soul antigo, R&B clássico, aquela música dos anos 80 e 90 que parecem não envelhece.

Há dois lugares que ficaram em mim: o Porto, pela alma que se sente em cada rua  e a Ilha de Santa Carolina, em Moçambique, onde aprendi que parar também faz parte da viagem.

Sou, assumidamente, uma pessoa sentimental. Sinto as coisas em alto volume. Talvez seja por isso que acredito tanto no poder de uma viagem bem pensada.

Porque algumas viagens não mudam apenas o lugar onde estivemos.

Muda a forma como regressamos.

Se chegaste até aqui

Obrigada por leres.

Significa que talvez procures o mesmo que eu procuro oferecer: alguém do outro lado, real, que vai pensar na tua viagem com o mesmo cuidado com que pensaria na sua.

Acredito que uma viagem memorável não depende de gastar mais.

Depende de viajar de uma forma que faça sentido para ti.

Se quiseres conversar  sem compromisso, sem pressão e sem  guião, ficarei feliz por ouvir a tua ideia.

Até já,
Juce